domingo, 15 de janeiro de 2017

Quinze de Janeiro.

Quando alguém diz "uma volta de 360 graus" habitualmente não é isso o que quer dizer e quem ouve começa a rir e a fazer mofa - ah, Gil Vicente! - do prelector.
Eu, for once, acho que estou em vias de perfazer uma rotação de 360 graus nesta minha vida. Coisas há, é certo, que não se repetem. Quando foi a última vez que fiz uma chamada numa cabine telefónica? Isto só para citar um exemplo e deixar no ar todo um resto de actividades há muito perdidas na névoa dos tempos e que não voltam mais. Há, sim, sucedâneos. A nossa vida está mais parada: há um Continente em cada esquina. Agora a ecolocalização humana está muito mais aperfeiçoada, embora tenha sempre aquele reforço oral que se antecipa a um "Boa tarde!" com o imperial: "Onde estás?". Pergunta que deixei de fazer. A resposta diplomática? "No Continente!".  Nah... Aqui e ali direi sim onde estou (numa ilha). E, ocasionalmente, até poderei comentar como.

Entretanto, não esquecer, amanhã comprar arroz e gel de banho.

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