quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Trinta de Novembro.

Como é que um tipo que não sabe nadar se mantém à tona de água? Resposta certa: ficando em terra.

Moral da história: não vás ao mar, Tóino!

terça-feira, 29 de novembro de 2016

domingo, 20 de novembro de 2016

Vinte de Novembro.

Está quase, este ano está quase, esta inclinada subida. Mas ainda faltam uns quantos dias e o que mais virá, outro ano igual, 2017. Deixa-me explicar como vai ser.

Tenho quase todo o último Tom Waits por ouvir. Que se ouça. Descobri que o Ricardo Saló tem um programa de rádio na Dois - é ouvir. Haverá em podcast?  Comprei em 2010 o Foge Foge Bandido do Manel Cruz. Não sei porque ainda não o ouvi. A tetralogia napolitana da Ferrante vai acabar rápido, eu sei. Bem como o WestWorld. Mas nas estantes brilham as Histórias onde sempre volto para me esquecer de que acontecem coisas lá fora e que lá fora se define pelo sítio onde eu não estou: a História de Portugal do José Mattoso, a da Expansão Portuguesa, e há outras. O planeta terra é um conjunto da histórias, afinal, todas a serem esquecidas. De vez em quando a FNAC vai continuar a oferecer-me DVD's a cinco euros, com um ou dois filmes interessantes para ver ou rever. E de uma vez por todas tinha de aprender a escrever como hábito e não excepção. A vida, afinal, não tem nada de excepcional. 
Enquanto não haverá sempre um carro e o silêncio da condução - onde nunca se sabe quem conduz, quem é conduzido. 

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Catorze de Novembro.


Copiar. Não copiar.

Alterne? Tricotomia.



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Os viúvos aparecem muito nos filmes.

Têm um filho. Ou um cão.

As viúvas aparecem nos poemas.

E morrem quase sempre,

Se giras.



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A automedicação não se explica.



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Ainda mais outro jardim?



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Se no princípio o Verbo não

Tivesse dado o seu consentimento,

Talvez isto não fosse a

Merda que é.



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Mas, de qualquer forma, obrigado

João Miguel, agora que me

Despeço.



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Por agora conto cinco.

Acusatórias. Porque nada e

Muito pouco e menos ainda um bom bocado.

Sorrisos e almoços não contam?



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Fazem chegar-me um bilhete.

"Quanto custa?", pergunto.

Assim estamos.



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Pacotinhos com sementes,

Aqueles dias. Por saber os meses

Quando, as chuvas

Onde, os cms de distância

Entre.



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Porque mais pesado

Aguentará esta ponte

O dia de voltar?



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A vida calma, devia.

Como rio não pára, porém, noto.

Uma pedra - atirem! - para

A fotografia dos círculos

Concêntricos e tal...


quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Nove de Novembro.

Trump ganhou, a temperatura mantém-se agradável. Aprendi a fazer capturas de ecrã e domino cada vez mais a floresta das afasias. Cada doente uma, única, árvore.

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Sete de Novembro.

O apartamento onde vivo tem persianas automáticas. Os comandos que as comandam estão a falhar. Sempre achei que o problema passava pelas pilhas dos mesmos, largas e chatas e difíceis de encontrar. Analisando detidamente a situação ontem, domingo, pareceu-me afinal não ser assim, que a pilha se manteria bem, o comando em si é que estava a falhar, nomeadamente o botão de descida. 

O detalhe acima, julgarão, é nada. Tem porém a importância de permitir ou não fechar a persiana da porta do terraço, pequena barreira securitária. Por outro lado, reparem, é uma lição de vida. As coisas nunca estão vistas definitiva e terminalmente. Um dia há, domingo ou não, onde reapreciamos o que está e damos connosco a pensar: não é da pilha, é do botão do comando mesmo!

Isto posto, ele há coisas por aqui que me parecem convictamente depender de uma pilha que não está bem. Parecem! Vou deixar estar, vou. Talvez um dia eu, reapreciando também, repare no botão menosprezado mas que afinal é a chave, o xis, e que, gasto, me impede. 

PS.: claro que um comando estragado é mais difícil de resolver do que uma pilha gasta, sim, é verdade, mas não é o aproximar desta mesma verdade sempre um progresso?

domingo, 6 de novembro de 2016

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Quatro de Novembro.

Um dia haverá um filme que permitirá ao Nicolas Cage finalmente encontrar a paz.

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Dois de Novembro.

"Há uma fase na vida em que esta abranda de forma nítida, como se hesitasse entre continuar ou alterar o seu rumo. É possível que nesta fase seja mais fácil o azar vir ao nosso encontro."

Robert Musil